Paskovic (#8) tentando bloquear Filipovic (foto: prorecco.it)
Mais uma vez, a promessa de transmissão ao vivo pela Internet dos jogos do Final Four deixou muito a desejar. A primeira semifinal, entre Partizan e Mladost, só teve os últimos segundos transmitidos, sem som e sem placar. Na segunda semifinal, entre Pro Recco e Budva, apesar da fraca qualidade da transmissão, pelo menos foi possível assistir ao jogo inteiro. O Pro Recco contou com a qualidade do seu elenco e com a noite pouco inspirada do Budva, especialmente no ataque, para confirmar o favoritismo sem nenhum susto. Felipe Perrone, apesar de não ter feito gol, deu duas assistências sensacionais (uma para o Zlokovic, outra para o Nikic), que valeram meio-gol cada uma.
Semifinal 1
Partizan (SRB) 12 Mladost (CRO) 9
(2-1, 4-1, 2-3, 4-4)
Partizan: Soro, Chatzitheodorou, Radjen (1), Korolija (2), Aleksic, Pijetlovic (2), Prlainovic (1), Radovic (3-2p), Mandic, Mitrovic (3), Vujasinovic, Cuk e Zivojinovic.
Treinador: I. Milanovic.
H+: 3/10 + 2/2 pênalti.
Mladost: Pavic, Vukicevic (1), Peric, Letica, Petkovic (1), Pavicic, Udovicic (2), Brlecic, Karac (1), Muslim (2-1p), Hinic, Buljubasic (1) e Loncar (1).
Treinador: V. Kobescak
H+: 6/12 + 1/1 pênalti.
Árbitros: Tulga (TUR) e Spiegel (GER).
Público: 1200 espectadores.
Semifinal 2
Pro Recco (ITA) 9 Budva (MNE) 4
(3-1, 2-0, 1-1, 3-2)
Pro Recco: Tempesti, Buric, Madaras (1), Perrone, Kasas (1), Felugo, Filipovic (1), Figlioli (1), Benedek (2), Zlokovic (2), Ivovic, Molina e Nikic (1).
Treinador: G. Pozio.
H+: 5/6 + 0/1 pênalti.
Budva: Sefik, Petkovic (1), Basic, Danilovic (2), Ljubanovic, Ticic, Pejakovic, Paskovic (1), Vukcevic, Zanetic, Trbojevic, Jokic e Boyd.
Treinador: S. Macic.
H+: 3/9.
Árbitros: Alexandrescu (ROU) e Borrel (ESP).
Público: 3000 espectadores.

É duro gostar de polo aquático. O Final Four da Euro Liga é o evento de clubes mais importante do planeta, análogo aos play-offs da NBA no basquete. Estão reunidos os melhores times e os melhores jogadores do mundo. Mas, infelizmente, é nessas horas q se vê qto o polo aquático ainda tem q percorrer em termos de investimento, organização e marketing para se tornar um esporte de primeira linha. A 1ª semi nem passou, e a transmissão da 2ª foi paupérrima, travando o tempo todo, com baixa qualidade, sem caracteres, nem placar. O público, mais uma vez, ficou na casa dos 3 mil torcedores (rodada dupla!). Tomara q a transmissão da final, amanhã, seja um pouco melhor, apesar desse "padrão de qualidade" repetir o do ano passado, o do ano retrasado, e por aí vai. Quer dizer, poucas esperanças de melhora. Fica a expectativa de q, no ano q vem, as coisas melhorarem com a anunciada parceria com uma rede de TV a cabo mundial.
ResponderExcluirClodoaldo,
ResponderExcluirPertinente sua colocação. Infelizmente quando falamos do polo aquático, com uma visão realista, não pessimista, tem-se a conotação de que não gostamos do esporte. O polo aquático de uma maneira geral, tem, ainda, um longo caminho para percorrer, principalmente, na Europa, onde ele começou e onde estão reunidos os melhores jogadores do mundo, distribuídos entre as melhores equipes do mundo, onde era de se esperar que gerasse um enorme interesse financeiro e de mídia. É claro que para quem é apaixonado pelo polo aquático e as vezes, até passional, a tendência é colocar o polo aquático como o esporte número 02 (01 é o futebol) tendendo, ainda, a achar que todos, inclusive aqueles que não o praticam devam achar também. Entre os que deveriam achar também estão alguns principais stakeholders do esporte como patrocinadores, mídia, federações internacionais, federações nacionais , entre outros.
Venho de uma geração de polo aquático, acredito que deva ainda ser assim, que propagava a idéia de que, na Europa, o polo aquático é valorizado. Que na Europa, no âmbito dos esportes aquáticos nem se fala em natação. Que no Brasil não se valoriza o pólo, blá, blá, bla.....E por aí vai.
Talvez, muitos não saibam que o esporte, como em qualquer outra área social, está inserido num contexto no qual muitos sociólogos chamam de mundos sociais. No caso do esporte, mundo sociais esportivos, onde a cultura esportiva ( onde se criam, transformam e recriam hábitos e práticas), integração social ( onde as pessoas influenciam uma as outras) e as estruturas sociais ( onde as sociedades estão organizadas) são determinantes no valor que se dá a um determinado esporte.
Colocar nas arquibancadas três mil pessoas para assistir as semifinais de uma das competições mais importantes do mundo, em plena terra onde o polo é mais profissional, soa como brincadeira quando comparamos à outras modalidades esportivas.
Por aqui, mais uma vez teremos um evento transmitido ao vivo para todo o país com dimensões continentais. Acho isso ótimo! Mas isso não cria cultura esportiva. Pode até ajudar. Ajuda mais, ainda, se conseguirmos levar para o Paineiras, pelo menos 50% dos envolvidos no polo aquático. Ou melhor, dos comprometidos com o polo aquático. Só isso já seria o suficiente para lotar 03 arquibancadas do Paineiras do Morumby.
Já escutei algumas vezes de pessoas ligadas ao polo dizerem que preferem ver pela televisão quando existe transmissão ao invés de ir ao local. Em contra partida escuto do pessoal da televisão perguntas como: Cadê o público?
Fica aí um desafio para os realmente comprometidos com o esporte: Quantas pessoas do Rio estão se organizando para assistirem a competição em São Paulo? E de Brasília, Paraná, Nordeste, etc..? Quantos técnicos estão mobilizando suas escolinhas e clubes para assistirem aos jogos? Quantas faixas a garotada está levando para aparecer na televisão com mensagens do tipo “ eu adoro o polo aquático” ? Quantos vão assistir com gorros na cabeça fazendo um marketing do esporte?
Abraços
Ricardo Cabral